Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão prestes a atingir a marca de R$ 1 trilhão em patrimônio líquido, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Gestores do setor avaliam que ainda há muito espaço para crescimento, mesmo com o volume já expressivo.
Por que os gestores veem oportunidades
De acordo com especialistas, a expansão dos FIDCs é impulsionada pela busca de investidores por alternativas de renda fixa com maior retorno, em um cenário de juros elevados. Além disso, a diversificação de ativos – como recebíveis imobiliários, duplicatas e contratos – atrai tanto pessoas físicas quanto institucionais.
“O mercado de FIDCs ainda é pequeno comparado ao potencial total de crédito no Brasil. A tendência é de crescimento sustentado nos próximos anos”, afirmou um gestor ouvido pela reportagem. A projeção é que o segmento pode dobrar de tamanho em até cinco anos, caso as condições econômicas se mantenham favoráveis.
Impactos no mercado financeiro
O avanço dos FIDCs também reflete a sofisticação do mercado de capitais brasileiro. Com a queda da taxa Selic prevista para o próximo ano, a procura por produtos que ofereçam prêmio de risco deve aumentar, beneficiando os fundos de direitos creditórios.
Atualmente, os FIDCs representam cerca de 15% do mercado de fundos de investimento no Brasil. A expectativa é que essa participação cresça, especialmente com a entrada de novos players e a regulamentação mais clara da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).



