Nova febre da renda fixa vira colosso que oferece até CDI+5%, mas exige cuidados
Febre da renda fixa: até CDI+5% exige cuidados

Uma nova febre da renda fixa está tomando conta do mercado brasileiro, com produtos que oferecem rentabilidade de até CDI+5%. No entanto, especialistas alertam que esses ativos exigem cuidados redobrados, especialmente em relação ao risco de crédito e liquidez.

Ofertas agressivas e atrativas

Com a taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados, emissoras de títulos privados têm oferecido prêmios cada vez maiores para atrair investidores. Alguns papéis chegam a pagar CDI+5%, o que representa retorno real significativo acima da inflação. Segundo analistas, esse movimento é impulsionado pela busca por funding por parte de empresas que precisam de capital de giro ou para financiar expansão.

Riscos que não podem ser ignorados

Apesar da atratividade, esses títulos costumam ser de emissão de empresas com rating de crédito mais baixo, o que eleva o risco de calote. "O investidor precisa avaliar se o prêmio extra compensa o risco de crédito", alerta Carlos Siqueira, analista da XP Investimentos. Além disso, a liquidez secundária desses papéis é reduzida, o que pode dificultar a venda antecipada em caso de necessidade.

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Alternativas para o investidor

Para quem busca renda fixa com segurança, os títulos públicos (Tesouro Direto) continuam sendo opção conservadora. Já os fundos de crédito privado podem oferecer boa relação risco-retorno, desde que bem geridos. "O importante é diversificar e não concentrar tudo em um único emissor", recomenda Siqueira.

Com a Selic ainda em 13,75% ao ano, a renda fixa segue como a classe de ativos mais procurada no Brasil. Mas, como em qualquer investimento, é preciso cautela e análise criteriosa.

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