Os pagamentos de dividendos e recompras de ações no Brasil atingiram US$ 6,3 bilhões, segundo levantamento recente. A maior pagadora foi a Petrobras, que respondeu por uma fatia significativa dos proventos distribuídos. O total reflete o apetite das empresas em remunerar acionistas em meio a um cenário de juros elevados e incertezas fiscais.
Impacto no mercado de ações
Especialistas apontam que o volume de recompras e dividendos contribui para sustentar a valorização das ações, especialmente em setores como petróleo e mineração. A Petrobras, por exemplo, manteve sua política de distribuição de lucros, mesmo com críticas sobre investimentos. Já outras empresas, como Vale e bancos, também aparecem entre as maiores pagadoras.
Perspectivas para 2026
Analistas do Itaú avaliam que, apesar do crescimento dos gastos públicos, o chamado “abismo fiscal” em 2027 é improvável. Eles argumentam que o governo ainda tem espaço para ajustes. No entanto, alertam que a continuidade dos pagamentos de dividendos depende da trajetória fiscal e da lucratividade corporativa.
“Acreditamos que o discurso de crise fiscal é exagerado, mas o mercado deve ficar atento às contas públicas”, disse um economista do Itaú. O banco projeta que a bolsa pode repetir padrões de anos eleitorais, com alta no segundo semestre.



