Dividendos e recompras de ações no Brasil atingiram US$ 6,3 bilhões em 2025, um recorde histórico, segundo levantamento da consultoria EY. A maior pagadora foi a Vale, que distribuiu US$ 1,2 bilhão em proventos e recomprou US$ 800 milhões em ações.
Recorde impulsionado por grandes empresas
O montante supera o recorde anterior de US$ 5,8 bilhões, registrado em 2024. O crescimento foi puxado por empresas como Petrobras, Itaú Unibanco e Bradesco. A Petrobras distribuiu US$ 1,1 bilhão, enquanto o Itaú pagou US$ 900 milhões.
Segundo o sócio da EY, João Carlos de Oliveira, “as empresas brasileiras estão cada vez mais comprometidas com a remuneração aos acionistas, o que atrai investidores estrangeiros”.
Impacto no mercado de capitais
O aumento das recompras e dividendos reflete a melhora do fluxo de caixa das companhias, impulsionado pela alta do minério de ferro e do petróleo. A Vale, por exemplo, registrou lucro líquido de US$ 3,5 bilhões no primeiro semestre, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2024.
O levantamento da EY inclui 50 empresas listadas na B3. O setor de mineração e siderurgia respondeu por 35% do total, seguido por petróleo e gás (28%) e bancos (20%).
Perspectivas para 2026
Especialistas esperam que o volume de dividendos e recompras continue crescendo em 2026, com a expectativa de novos recordes. “A tendência é de manutenção dos patamares elevados, especialmente se os preços das commodities se mantiverem”, afirma Oliveira.
A Vale já anunciou que pretende distribuir 50% do lucro líquido em dividendos em 2026, enquanto a Petrobras mantém política de remuneração mínima de US$ 4 bilhões por ano.



