CDBs prefixados pagam até 14,570% ao ano com dólar abaixo de R$ 5,10
CDBs prefixados pagam até 14,570% ao ano com dólar abaixo de R$ 5,10

Com o dólar operando abaixo de R$ 5,10, o mercado de emissão bancária na plataforma da XP oferece nesta terça-feira (14) CDBs com taxas prefixadas de até 14,570% ao ano com vencimento em 12 meses. Títulos de inflação pagam até IPCA+ 8,400% em mais de 1 ano, e os pós-fixados rendem até 106% do CDI em mais de 12 meses.

LCAs e LCIs: taxas competitivas

As LCAs contam com taxas prefixadas de até 11,800% em mais de 1 ano, enquanto as atreladas à inflação pagam até IPCA+ 6,180% em 12 meses e as pós-fixadas pagam até 89% do CDI em mais de 1 ano. Já as LCIs prefixadas pagam até 12,800% em 1 ano, as atreladas à inflação pagam até IPCA+ 6,800% em mais de 12 meses e as pós-fixadas pagam até 90% do CDI com vencimento em 1 ano.

Destaques da plataforma XP

Entre as opções disponíveis, destaca-se o CDB do Banco C6 Consignado S.A., com taxa de 101% do CDI e vencimento em julho de 2028. A LCI da CEF oferece 81,5% do CDI com vencimento em julho de 2028, e o CDB da Fibra paga IPCA + 8,400% ao ano com vencimento em julho de 2031. As ofertas são limitadas à capacidade disponível do produto nesta terça-feira (14).

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Cenário de renda fixa: juros futuros em alta

As taxas dos juros futuros (DIs) fecharam a segunda-feira (13) em alta firme, com avanço superior a 15 pontos-base em diversos vencimentos. O movimento acompanhou a elevação dos rendimentos dos Treasuries após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a retomada do bloqueio naval ao Irã. O agravamento das tensões no Oriente Médio impulsionou o petróleo e aumentou a aversão ao risco nos mercados.

Na ponta curta e intermediária da curva, o DI para janeiro de 2028 subiu 16 pontos-base, para 14,015%, refletindo o impacto do cenário externo sobre as perspectivas de inflação e juros. A ponta longa também registrou alta: o DI para janeiro de 2035 avançou 13 pontos-base, para 14,39%, combinando o aumento dos prêmios de risco globais com fatores políticos domésticos.

Política doméstica e risco fiscal

No Brasil, o mercado reagiu ao noticiário eleitoral. A pesquisa BTG/Nexus mostrou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Notícias envolvendo o senador e a decisão do STF de restringir suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro foram interpretadas por parte dos investidores como um fator que pode enfraquecer a candidatura da oposição. Segundo operadores ouvidos pela Reuters, esse cenário elevou os prêmios da curva por aumentar a percepção de risco fiscal.

Apesar da alta dos juros futuros, o boletim Focus manteve a expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual da Selic até o fim do ano, enquanto a precificação das opções de Copom segue indicando elevada probabilidade de redução dos juros já na reunião de agosto. O cenário externo foi o principal vetor da sessão, mas o noticiário político doméstico reforçou a pressão sobre a curva de juros.

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