O mercado de emissão bancária, dentro da plataforma da XP, oferece nesta sexta-feira (19) CDBs com taxas prefixadas de até 14,950% ao ano com vencimento em mais de 12 meses. Já os títulos de inflação estão pagando até IPCA+ 8,520% em 1 ano, enquanto os pós-fixados alcançam até 106% do CDI em mais de 12 meses.
LCAs e LCIs disponíveis
As LCAs contam com taxas atreladas à inflação que pagam até IPCA+6,190% em mais de 1 ano, enquanto as pós-fixadas pagam até 87% do CDI em mais de 12 meses. Já as LCIs prefixadas pagam até 12,000% em 1 ano, e as pós-fixadas pagam até 87% do CDI com vencimento em mais de 1 ano.
Renda Fixa Hoje: opções de investimento
CDB BANCO XP S.A.
Taxa: 103% do CDI
Vencimento: junho/2028
Saiba mais e invista
LCA SICOOB
Taxa: 92% do CDI
Vencimento: abril/2033
Saiba mais e invista
Para investir em CDBs, LCIs e LCAs, acesse a conta na XP e confira uma lista completa com mais de 1 mil opções de ativos. As ofertas na plataforma da XP são limitadas à capacidade disponível do produto nesta sexta-feira (19). Não tem conta na XP? Cadastre-se aqui.
Cenário Renda Fixa da XP
As taxas dos juros futuros (DIs) operam com comportamento misto nesta quinta-feira (18), refletindo a reação do mercado ao comunicado do Copom, visto como mais “dovish”, e ao aumento das apostas de alta de juros nos Estados Unidos. O movimento resulta em queda na ponta curta e forte alta nos vértices longos, acentuando a inclinação da curva.
Na ponta curta, prevalece a leitura de que o Banco Central abriu espaço para novos cortes da Selic. O DI para janeiro de 2027 recuava 5 pontos-base, a 14,255%, após o BC reduzir a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, e sinalizar maior flexibilidade no processo de convergência da inflação à meta.
O comunicado foi interpretado como mais suave ao estender o horizonte relevante da política monetária do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028. Na prática, o BC indicou que aceita um prazo maior para levar a inflação à meta de 3%, o que reforçou as apostas de novo corte em agosto e até uma flexibilização adicional em setembro.
Por outro lado, a ponta longa da curva abriu de forma expressiva, refletindo preocupações com o cenário inflacionário e o ambiente externo. O DI para janeiro de 2035 subia 25 pontos-base, a 14,6%, em um movimento de reprecificação de prêmios de risco.
A leitura de parte dos analistas é que um BC mais leniente pode desancorar expectativas de inflação, exigindo juros mais altos por mais tempo. Esse efeito se soma à pressão vinda do exterior, onde aumentam as apostas de que o Federal Reserve pode voltar a subir juros até o fim de 2026.
Nesse contexto, mesmo com os rendimentos dos Treasuries mostrando estabilidade ou leve queda no intradia, o cenário global segue impondo cautela. A combinação de política monetária mais branda no Brasil e juros potencialmente mais altos nos EUA ajuda a explicar a abertura da curva longa e o aumento da inclinação dos juros futuros.
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