As bolsas da América Latina podem ter uma segunda chance no ano, e o Brasil é o favorito, de acordo com o BBI. O banco de investimentos vê potencial de recuperação nos mercados da região, impulsionado por fatores como valuations atrativos e expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, é apontado como o mais beneficiado, devido à sua exposição a commodities e à melhora do cenário fiscal doméstico.
Contexto econômico
O otimismo com a América Latina surge em meio a um cenário global de desaceleração econômica, mas com sinais de que os bancos centrais podem flexibilizar a política monetária. O BBI destaca que os mercados latino-americanos estão descontados em relação a outras regiões, o que cria oportunidades para investidores de longo prazo.
Brasil como destaque
O Brasil lidera as recomendações do BBI, com destaque para setores como commodities, energia e finanças. A expectativa é de que a queda da inflação e a redução da taxa Selic impulsionem a economia e os lucros das empresas. Além disso, a aprovação de reformas estruturais pode melhorar o ambiente de negócios.
Riscos e desafios
Apesar do otimismo, o BBI alerta para riscos como a volatilidade política, a desaceleração da China e a guerra comercial entre Estados Unidos e China. A América Latina continua dependente de fatores externos, e uma recessão global pode frustrar as expectativas de recuperação.
Outros mercados
Além do Brasil, México e Chile também são vistos como potenciais beneficiados, mas com riscos maiores. O BBI recomenda uma abordagem seletiva, focada em empresas com fundamentos sólidos e baixo endividamento.
Em resumo, a América Latina pode oferecer boas oportunidades de investimento no segundo semestre, com o Brasil como principal aposta. No entanto, é essencial monitorar os desdobramentos globais e locais para ajustar as estratégias.



