Ações brasileiras são mais seguras que títulos do governo, diz gestor
Ações brasileiras mais seguras que títulos do governo

Gestor defende que ações são mais seguras que títulos públicos

As ações brasileiras estão baratas e podem oferecer mais segurança do que os títulos de renda fixa emitidos pelo Governo, segundo Octávio Magalhães, fundador e diretor de investimentos da Guepardo Investimentos. Em painel na Expert XP 2026, ele afirmou que “é uma boa hora para encontrar boas empresas, se proteger da inflação e do governo”.

“As NTN-Bs (títulos do Tesouro IPCA+) não são livres de risco. Você está emprestando dinheiro para um governo que não é muito bacana de se emprestar. Hoje, prefiro muito mais entrar numa empresa desalavancada para ganhar IPCA + 15% do que emprestar para o governo”, disse Magalhães.

Valuation descontado atrai gestores

Esse retorno, segundo o gestor, é possível pelo valuation descontado da Bolsa. A percepção de que as ações brasileiras estão descontadas é compartilhada por André Lion, CIO e gestor de ações da Ibiuna Investimentos. Para Lion, a “grande boa notícia é que estamos num cenário desinflacionário”. Ele cita o IPCA de junho, que veio muito abaixo das expectativas do mercado: “só de deixar a expectativa de corte de juros viva, já estamos felizes”.

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Apesar da correção do Ibovespa a partir da segunda metade de abril, João Luiz Braga, analista da Encore Asset, permanece otimista. Ele aponta que, “em qualquer sinal de melhora vinda do macro vou migrar para empresas mais alavancadas porque tem muita ação que precisa dobrar para ficar barata”.

Papéis descontados e risco eleitoral

Para Braga, “o que importa é a geração de caixa e uma hora alguém vai comprar isso”. Entre os papéis descontados, ele cita SmartFit (SMFT3), Nubank (ROXO34) e Vibra (VBBR3) como boas teses. Magalhães lista Klabin (KLBN11), Fleury (FLRY3) e Ultra (UGPA3) como “líderes de mercado que não têm muitos problemas com juros altos e sem despesas absurdas”.

Um dos fatores que poderia ameaçar a Bolsa no nível atual é a eleição de outubro. O pleito, porém, já está precificado nas ações brasileiras, segundo Braga: “hoje temos 65% de Lula no preço”.

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