5 fundos multimercados superam CDI em 2026; veja o que têm em comum
5 fundos multimercados superam CDI em 2026; veja o comum

Em 2026, apenas cinco fundos multimercados conseguiram superar o CDI, índice de referência para a renda fixa brasileira. O levantamento, realizado pela Economatica, mostra que a grande maioria dos fundos da categoria ficou abaixo do benchmark, em um cenário de juros elevados e volatilidade nos mercados globais.

O que os fundos vencedores têm em comum?

Os cinco fundos que bateram o CDI compartilham características como exposição cambial estratégica, uso de derivativos para hedge e gestão ativa focada em oportunidades de curto prazo. Segundo analistas, a capacidade de se proteger contra oscilações do dólar e de aproveitar picos de volatilidade foi determinante.

“Esses gestores não apenas acompanharam o mercado, mas anteciparam movimentos. Eles usaram opções e futuros para capturar ganhos com a desvalorização do real e com a alta dos juros futuros”, explica Carlos Andrade, sócio da gestora Alpha Capital.

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Desempenho dos fundos multimercados em 2026

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) indicam que, no acumulado do ano até junho, o CDI registrou alta de 6,8%. A maioria dos fundos multimercados rendeu entre 4% e 6%, enquanto os cinco melhores obtiveram retornos entre 7,2% e 8,5%.

Entre os destaques estão os fundos que investem em crédito privado e em ativos indexados à inflação, combinados com posições vendidas em juros nominais. A estratégia de “duration curta” também foi comum, evitando perdas com a marcação a mercado.

Perspectivas para o segundo semestre

Para o restante de 2026, gestores projetam que a manutenção da Selic em patamares elevados (atualmente em 14,25% ao ano) continuará beneficiando estratégias de renda fixa, mas a competição será acirrada. “O CDI ainda é uma barreira alta. Fundos que não se adaptarem à nova dinâmica de juros podem continuar perdendo para o benchmark”, alerta Marina Silva, analista da XP Investimentos.

O mercado também monitora os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e as negociações entre Irã e Estados Unidos, que impactam o petróleo e o câmbio. A desvalorização recorde do rial iraniano (1,95 milhão por dólar) acende alerta para riscos geopolíticos.

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