5 fundos multimercados superam CDI em 2026; veja o que têm em comum
5 fundos multimercados superam CDI em 2026; veja em comum

No primeiro semestre de 2026, apenas cinco fundos multimercados conseguiram superar o CDI, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O resultado contrasta com a média do setor, que acumulou rentabilidade inferior ao benchmark no período.

Estratégias vencedoras

Os fundos que bateram o CDI compartilham características comuns: exposição a juros reais (NTN-Bs) e posições cambiais ativas. De acordo com relatório da XP Investimentos, esses gestores aproveitaram a curva de juros alongada e a desvalorização do real frente ao dólar.

“Os fundos que se saíram melhor combinaram uma alocação tática em câmbio com uma gestão ativa de duration em renda fixa”, afirma Rafael Faria, analista da XP. “Isso permitiu capturar tanto o prêmio de risco da curva de juros quanto a volatilidade cambial.”

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Desempenho do mercado

No mesmo período, o Ibovespa acumulou alta de 4,2%, enquanto o dólar subiu 6,8%. A Selic manteve-se em 14,25% ao ano, o que favoreceu estratégias de renda fixa atreladas à inflação.

O levantamento considerou 1.234 fundos multimercados com patrimônio líquido acima de R$ 50 milhões. Desses, apenas 0,4% superaram o CDI.

Perspectivas

Para o segundo semestre, gestores avaliam que a manutenção da taxa básica de juros e a incerteza fiscal podem continuar beneficiando fundos com posições em juros reais. “O cenário de juros altos por mais tempo e inflação pressionada ainda oferece oportunidades para quem souber navegar a volatilidade”, conclui Faria.

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