Em 2026, apenas cinco fundos multimercados conseguiram superar o CDI, segundo levantamento recente. O resultado acende um alerta para investidores que buscam retornos acima do benchmark em um cenário de juros elevados e volatilidade nos mercados globais.
Estratégias comuns entre os vencedores
Os fundos que bateram o CDI compartilham características semelhantes: exposição a ativos internacionais, proteção cambial ativa e alocação em títulos públicos prefixados. "Eles aproveitaram a desvalorização do real e a alta dos juros longos", explica analista da XP. Além disso, evitaram posições concentradas em renda variável doméstica, que sofreu com a aversão a risco.
Desempenho do mercado
Enquanto isso, o Ibovespa oscila próximo dos 174 mil pontos, com investidores monitorando tensões geopolíticas entre EUA e Irã. O petróleo zerou ganhos após declarações do ministro iraniano sobre negociações. No câmbio, o dólar opera estável, mas o real segue pressionado.
Projeções econômicas
O mercado reduziu a projeção do IPCA para 2026 pela terceira semana consecutiva, conforme o Boletim Focus. A mediana das estimativas caiu para 4,2%, ainda acima do centro da meta. A Selic permanece em 14,25% ao ano, e a expectativa é de manutenção até o fim do ano.
Outros destaques
No setor corporativo, o GPA negou favorecimento a credores em seu plano de recuperação extrajudicial. Já a Raízen recebeu prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar suas ações acima de R$ 1. No mercado internacional, a desvalorização da moeda do Irã bateu recorde, com 1,95 milhão de riais por dólar.



