Os títulos de capitalização registraram um crescimento expressivo nas classes D e E no último ano, segundo estudo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg). O levantamento aponta que a procura por esse tipo de produto aumentou 12% entre as famílias de menor renda em 2025, na comparação com o ano anterior.
Fatores que impulsionam a alta
De acordo com a CNSeg, o principal motor desse crescimento é a combinação de sorteios periódicos e o baixo valor de entrada, que atrai consumidores que buscam uma forma de poupança com a possibilidade de ganhos imediatos. “O título de capitalização se tornou uma alternativa acessível para quem não tem acesso a produtos financeiros tradicionais”, afirma João Paulo de Almeida, presidente da CNSeg.
O estudo também mostra que o valor médio dos títulos adquiridos pelas classes D e E é de R$ 50,00, enquanto nas classes A e B esse valor chega a R$ 200,00. Apesar do tíquete menor, o número de contratos firmados nessas faixas de renda cresceu 18% em 2025, totalizando 2,5 milhões de novos títulos.
Impacto no mercado segurador
O avanço dos títulos de capitalização entre as classes mais baixas tem impacto direto no setor de seguros. As seguradoras estão ampliando a oferta de produtos com prêmios menores e mais flexíveis para atender a essa demanda. “Estamos vendo uma migração do consumidor de baixa renda da poupança informal para produtos formalizados, o que é positivo para a inclusão financeira”, complementa Almeida.
Além disso, a CNSeg destaca que a taxa de resgate antecipado caiu 5% entre esses consumidores, indicando maior comprometimento com a poupança de longo prazo. O estudo projeta que o segmento de capitalização deve crescer 8% em 2026, puxado principalmente pelas classes C, D e E.



