Petróleo reacende alerta de inflação e trava queda de juros no Brasil
Petróleo reacende alerta de inflação no Brasil

O avanço dos preços do petróleo no mercado internacional reacendeu o alerta para a inflação no Brasil e pode travar o ciclo de queda da taxa Selic. A commodity, que subiu mais de 10% nas últimas semanas, pressiona os custos de combustíveis e transportes, com potencial de contaminar outros setores da economia.

Impacto nos juros e no mercado de ações

O receio de que o Banco Central interrompa os cortes na taxa básica de juros derrubou o Ibovespa nesta quarta-feira, mesmo com o forte desempenho das ações de petroleiras. O índice recuou 1,2%, enquanto Petrobras e Prio registraram altas de até 3%. A contradição reflete a percepção de que a inflação mais alta pode adiar a esperada redução da Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano.

Projeções do FMI e cenário fiscal

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção para o PIB do Brasil em 2026 e 2027, mas ainda prevê desaceleração. A economia deve crescer 2,1% em 2026 e 1,9% em 2027, abaixo dos 3% estimados para 2025. O risco fiscal, combinado com a pressão inflacionária do petróleo, torna o cenário mais desafiador para o governo.

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Governo adia fim da subvenção à gasolina

Em meio à guerra de tarifas comerciais e à volatilidade do petróleo, o governo brasileiro deve adiar o fim da subvenção à gasolina. A medida, que estava prevista para julho, visa conter a alta dos preços nos postos e evitar um impacto maior na inflação. A decisão, no entanto, aumenta a pressão sobre as contas públicas.

Reação das ações e oportunidades

Além das petroleiras, outras ações se destacaram no pregão. A Vale (VALE3) caiu mais de 4% após corte de recomendação pelo Morgan Stanley, enquanto Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) recuaram forte devido a dados abaixo das expectativas. Por outro lado, a Natura (NATU3) subiu mais de 5%, mesmo com prévia de lucro 10% menor no segundo trimestre. Analistas apontam que as ações que mais caíram em 2026 podem representar oportunidades de compra, mas com cautela devido ao cenário macroeconômico incerto.

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