IPCA sobe 0,58% em maio e acumula 4,72% em 12 meses
IPCA sobe 0,58% em maio e acumula 4,72% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% em maio de 2026, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado, que previam avanço de 0,53% na comparação mensal, segundo pesquisa da Reuters. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação oficial do país atingiu 4,72%, também superando a projeção de 4,66%.

Alimentos e energia puxam índice

O grupo alimentos e bebidas teve a maior contribuição para o resultado do mês, com variação de 1,33% e impacto de 0,29 ponto percentual (p.p.), respondendo por metade do IPCA de maio. Em seguida, destacaram-se os grupos habitação (1,22% e 0,18 p.p.) e saúde e cuidados pessoais (0,90% e 0,12 p.p.). O subitem energia elétrica residencial foi o que mais influenciou individualmente, com alta de 3,67% e impacto de 0,15 p.p.

Alimentação no domicílio

No âmbito da alimentação no domicílio, a variação foi de 1,65%, impulsionada pelos aumentos expressivos da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%) e das carnes (1,39%). O gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, explicou que "o aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis". Por outro lado, registraram quedas o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

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Habitação e bandeira tarifária

O grupo Habitação acelerou de 0,63% em abril para 1,22% em maio, puxado pela energia elétrica residencial. A alta de 3,67% foi influenciada por reajustes em algumas áreas e pela vigência da bandeira tarifária amarela em maio, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Os reajustes incorporados incluíram: 5,91% em Aracaju (7,37%), 5,59% em Fortaleza (6,94%), 4,78% em Salvador (6,73%), 12,36% em Campo Grande (13,56%), 3,86% em Recife (8,84%) e 5,21% em Belo Horizonte (2,27%).

Saúde e transportes

Em saúde e cuidados pessoais, a alta de 0,90% foi puxada pelos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para perfume (4,42%), e pelos planos de saúde (0,50%). Já o grupo transportes foi o único a registrar queda em maio, com variação negativa de 0,46%. O recuo nos combustíveis (-1,95%) foi determinante: o etanol passou de 0,62% em abril para -6,20% em maio; o óleo diesel, de 4,46% para -2,34%; e a gasolina, de 1,86% para -1,46%, com impacto negativo de 0,08 p.p. O gás veicular, porém, subiu 5,81% após queda de 1,24% em abril.

Índices regionais

Entre as regiões metropolitanas, as maiores variações ocorreram em Aracaju e Campo Grande, ambas com 1,31%, influenciadas pelas altas da energia elétrica residencial (7,37% e 13,56%) e do tomate (32,75% e 22,61%), respectivamente. A menor variação foi registrada em Curitiba (0,29%), devido ao recuo do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-2,49%).

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