O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,41% em junho, resultado inferior às expectativas do mercado, que projetava 0,44%. Apesar da desaceleração, o índice registrou o maior valor para um mês de junho desde 2022, impulsionado principalmente pelos aumentos nos preços de alimentos e energia elétrica.
Impacto dos alimentos e energia elétrica
A energia elétrica residencial foi o subitem de maior impacto no IPCA-15 de junho, contribuindo com 0,08 ponto percentual (p.p.) para o índice geral. Os preços dos alimentos também continuaram a subir, pressionando o custo de vida das famílias brasileiras. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do indicador, a alta nos alimentos foi disseminada entre diversos itens, como carnes, frutas e laticínios.
Acumulado em 12 meses e projeções
No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 atingiu 4,80%, distanciando-se do teto da meta de inflação, que é de 3%. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, revisou as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 para 5,33%, indicando expectativas de inflação ainda elevada. A meta de inflação para 2026 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Contexto econômico
A desaceleração mensal do IPCA-15 em junho ocorre em meio a um cenário de incertezas econômicas, com pressões de custos em setores como energia e alimentos. O resultado abaixo das expectativas dos analistas pode sinalizar uma leve melhora, mas a persistência de pressões inflacionárias preocupa o mercado e o Banco Central, que monitora de perto os indicadores para definir a política monetária.



