O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) veio abaixo das expectativas, reforçando as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode cortar a Selic em agosto. No entanto, a alta do petróleo mantém o alerta entre investidores. O movimento derrubou as taxas dos títulos prefixados e indexados ao IPCA no Tesouro Direto.
Impacto no Tesouro Direto
Com a inflação mais baixa, os juros reais caíram, reduzindo a atratividade dos títulos IPCA+. O Tesouro IPCA+ 2045, por exemplo, viu sua taxa cair de IPCA+6,5% para IPCA+6,2%. Já os prefixados, como o Tesouro Prefixado 2031, tiveram queda de 0,3 ponto percentual, para 12,5% ao ano.
Petróleo e alerta inflacionário
Apesar do IPCA fraco, o petróleo em alta pressiona custos de transporte e energia, o que pode reacender a inflação. “O mercado ainda monitora o impacto dos combustíveis, mas o dado de hoje dá mais confiança para um corte de 0,25 ponto na Selic”, afirmou um economista consultado.
Oportunidades na renda fixa
Com a queda das taxas, especialistas recomendam travar os juros atuais antes de novos cortes. CDBs, LCIs e LCAs ainda oferecem retornos acima de 100% do CDI, mas as emissões mais longas podem perder atratividade se a Selic cair mais rapidamente.



