IGP-M tem deflação de 1,11% na segunda prévia de julho
IGP-M tem deflação de 1,11% na segunda prévia

A segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de julho registrou deflação de 1,11%, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. O resultado representa uma aceleração da queda em relação à primeira prévia do mês, que havia sido de -0,85%.

Queda generalizada nos componentes do índice

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-M, caiu 1,63% na segunda prévia, ante -1,27% na primeira leitura. A desaceleração foi puxada principalmente pelos preços de commodities como minério de ferro e soja, que recuaram no mercado internacional. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, apresentou variação de -0,14%, ante -0,05% na primeira prévia. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que compõe os 10% restantes, subiu 0,21%, ante 0,18% na primeira prévia.

Impacto da energia e alimentos

O grupo de energia elétrica residencial teve queda de 4,32%, contribuindo para a deflação geral. Os alimentos também pressionaram para baixo, com destaque para a batata-inglesa (-18,75%) e o tomate (-15,20%). Por outro lado, itens como passagem aérea (5,80%) e gasolina (1,20%) apresentaram alta.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV, “a combinação de queda de commodities e energia elétrica tem sido determinante para a deflação no atacado e no varejo”. Ele acrescenta que “a tendência é de que o IGP-M feche o mês com variação negativa, o que alivia a pressão sobre contratos de aluguel e outros indexados ao indicador”.

Perspectivas para o fechamento do mês

O IGP-M é utilizado como referência para reajustes de aluguéis e tarifas de energia elétrica. A deflação na segunda prévia sugere que o índice fechado de julho pode ficar abaixo de -1,0%, o que seria o segundo mês consecutivo de queda. Em junho, o IGP-M havia recuado 0,81%. No acumulado em 12 meses, o índice acumula alta de 4,12%, ainda acima da meta de inflação, mas desacelerando.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar