O governo federal decidiu prorrogar a subvenção de R$ 0,44 por litro à gasolina, conforme anunciou nesta quarta-feira (23) o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. A medida, que estava prevista para terminar em agosto, será estendida por mais um mês, até setembro, para ajudar a conter os preços dos combustíveis e a inflação.
Detalhes da prorrogação
Durigan explicou que a prorrogação foi decidida após análises do cenário econômico e do mercado de petróleo. “A subvenção de R$ 0,44 por litro será mantida por mais 30 dias, garantindo que os preços da gasolina não sofram pressão adicional neste momento”, afirmou o secretário. A subvenção, que começou em maio, já havia sido estendida uma vez anteriormente.
Impacto nos preços e na inflação
A medida visa evitar que o aumento dos preços internacionais do petróleo seja repassado integralmente ao consumidor brasileiro. Segundo dados do Ministério da Fazenda, a subvenção contribuiu para reduzir a inflação dos combustíveis em 0,5 ponto percentual nos últimos meses. “Sem a subvenção, o preço da gasolina poderia subir até R$ 0,50 por litro, impactando diretamente o bolso do consumidor e a inflação”, destacou Durigan.
Contexto econômico
A decisão ocorre em meio a um cenário de incertezas no mercado global de petróleo, com a cotação do barril oscilando entre US$ 75 e US$ 80. O governo também avalia outras medidas para estabilizar os preços dos combustíveis, como a redução de impostos federais. “Estamos monitorando constantemente o mercado e tomando as providências necessárias para proteger a economia”, completou o secretário.
Reações do setor
A prorrogação foi bem recebida por entidades do setor de combustíveis. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) afirmou que a medida “traz previsibilidade para o mercado e evita choques de preços”. Por outro lado, especialistas alertam que a subvenção tem um custo fiscal elevado, estimado em R$ 1 bilhão por mês. O governo, no entanto, considera o gasto necessário para controlar a inflação e manter o poder de compra da população.



