Índice da construção civil sobe 1,19% em junho, maior alta do ano
Construção civil: alta de 1,19% em junho é a maior do ano

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 1,19% em junho de 2026, ante 0,83% em maio, acumulando elevação de 6,42% no ano e 9,38% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comportamento dos custos

O custo médio nacional da construção civil passou de R$ 1.764,46 por metro quadrado em maio para R$ 1.785,44 em junho. Desse total, R$ 1.017,60 referem-se a materiais e R$ 767,84 à mão de obra. A alta foi puxada principalmente pelos materiais, que subiram 1,41% no mês, enquanto a mão de obra teve acréscimo de 0,92%.

Segundo o IBGE, os itens que mais pressionaram os custos dos materiais foram os produtos metálicos (2,47%), tintas (1,98%) e tubos e conexões (1,84%). Já entre os serviços, o destaque foi a mão de obra especializada, com reajustes salariais em algumas regiões.

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Impacto regional

Regionalmente, a maior alta foi registrada em Goiás (2,03%), seguido por Rio Grande do Sul (1,87%) e Paraná (1,72%). Por outro lado, as menores variações ocorreram em Roraima (0,41%), Amapá (0,52%) e Amazonas (0,55%). O IBGE destacou que o aumento em Goiás foi influenciado por reajustes em materiais como cimento e aço.

O Sinapi é um indicador que acompanha a evolução dos custos do setor da construção civil, sendo utilizado como referência para correção de contratos e orçamentos. A alta acumulada em 12 meses (9,38%) supera a inflação oficial medida pelo IPCA no mesmo período, que ficou em 4,87%.

Perspectivas

O economista do IBGE, Augusto Oliveira, afirmou que "a alta de junho reflete a continuidade do aumento dos preços de insumos básicos, como aço e cimento, além de pressões sazonais sobre a mão de obra em regiões com maior atividade construtiva". Ele acrescentou que "a tendência é de que os custos sigam pressionados no segundo semestre, mas em ritmo mais moderado".

O setor da construção civil tem sido um dos motores da economia brasileira em 2026, com crescimento de 4,2% no primeiro trimestre, segundo dados do PIB. No entanto, a alta dos custos preocupa construtoras e incorporadoras, que podem repassar os aumentos para os preços finais dos imóveis.

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