O segmento de geração, transmissão e distribuição (GTD) da WEG registrou uma queda de 22,9% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo relatório divulgado pela empresa nesta quarta-feira. A receita líquida do segmento atingiu R$ 1,2 bilhão, ante R$ 1,56 bilhão no segundo trimestre de 2025.
Desempenho operacional e fatores determinantes
A redução foi atribuída principalmente à menor demanda por equipamentos elétricos de grande porte, como transformadores e geradores, além do adiamento de projetos de infraestrutura energética no Brasil e no exterior. A empresa destacou que o mercado nacional enfrentou incertezas regulatórias e atrasos em licitações, enquanto o cenário internacional foi impactado pela desaceleração econômica em algumas regiões.
De acordo com a WEG, o volume de pedidos no segmento GTD caiu 18% no trimestre, com destaque para a redução nas encomendas de transformadores de potência. O lucro operacional do segmento (EBIT) foi de R$ 210 milhões, uma queda de 31% em relação aos R$ 304 milhões registrados um ano antes.
Impacto nos resultados consolidados
Apesar do revés no segmento GTD, a receita líquida consolidada da WEG no segundo trimestre somou R$ 7,8 bilhões, uma alta de 3,2% na comparação anual. O lucro líquido consolidado foi de R$ 1,1 bilhão, estável em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho positivo foi impulsionado pelos segmentos de motores industriais e automação, que cresceram 8% e 5%, respectivamente.
"O segmento GTD enfrenta um ciclo de baixa, mas continuamos confiantes na recuperação ao longo do segundo semestre, com a retomada de projetos de transmissão e a expansão de fontes renováveis", afirmou o diretor financeiro da WEG, Carlos Grillo, em teleconferência com analistas.
Perspectivas para o segmento
A WEG projeta que o segmento GTD deve se recuperar gradualmente a partir do terceiro trimestre, impulsionado por contratos já firmados no setor de energia eólica e solar. A empresa também espera avanços em licitações de linhas de transmissão no Brasil, que devem gerar novas encomendas de transformadores e equipamentos de subestação.
No acumulado do primeiro semestre, a receita do segmento GTD totalizou R$ 2,4 bilhões, queda de 18% frente ao mesmo período de 2025. A margem EBIT do segmento no semestre foi de 16,5%, contra 19,2% um ano antes.



