Dalmi Fernandes Defanti Junior, fundador da Gráfica Print, vê na digitalização o motor de crescimento do setor gráfico brasileiro. Segundo ele, a indústria gráfica nacional mantém relevância mesmo diante do avanço digital, à medida que empresas regionais se adaptam a uma demanda cada vez mais integrada ao comércio eletrônico.
Adaptação ao comércio eletrônico impulsiona demanda
Com o crescimento do e-commerce, a necessidade de embalagens personalizadas, materiais promocionais e etiquetas aumentou significativamente. Empresas gráficas que investem em tecnologia digital conseguem atender a essa demanda com mais agilidade e flexibilidade, oferecendo tiragens menores e prazos reduzidos.
“A digitalização não é uma ameaça, mas uma oportunidade para o setor gráfico se reinventar e conquistar novos mercados”, afirma Defanti Junior. Ele destaca que a integração entre o físico e o digital é a chave para o futuro da indústria.
Empresas regionais se beneficiam da transformação digital
Pequenas e médias gráficas regionais estão adotando soluções digitais para competir com grandes players. A impressão sob demanda, por exemplo, permite atender clientes locais com produtos customizados, reduzindo estoques e desperdícios.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), o setor faturou cerca de R$ 50 bilhões em 2023, com crescimento de 3% em relação ao ano anterior. A expectativa é que a digitalização continue impulsionando esse crescimento nos próximos anos.
Desafios e perspectivas para o setor gráfico
Apesar das oportunidades, o setor enfrenta desafios como a alta carga tributária e a concorrência com plataformas digitais de marketing. No entanto, Defanti Junior acredita que a capacidade de adaptação das empresas gráficas brasileiras é um diferencial competitivo.
“O mercado gráfico brasileiro tem demonstrado resiliência e capacidade de inovação. A digitalização é o caminho para garantir a relevância e o crescimento sustentável do setor”, conclui o fundador da Gráfica Print.



