Imóvel de alto padrão: compra é 100% emocional, diz CEO da Brain
Imóvel de alto padrão: compra é 100% emocional

“A compra de imóvel de alto padrão é 100% emocional.” A afirmação é do economista Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain Inteligência Estratégica, consultoria especializada em dados e inteligência de mercado no setor imobiliário. Para ele, o que move o comprador desse segmento vai muito além de números e rentabilidade: são sensações, status, estilo de vida e a busca por um endereço que traduza identidade e bem-estar.

O que diferencia o mercado de luxo no Brasil

Segundo Araújo, o mercado imobiliário de alto padrão no Brasil tem dinâmicas próprias, distintas do mercado tradicional. Enquanto o comprador de imóveis padrão se orienta por preço, financiamento e localização prática, o consumidor de luxo prioriza exclusividade, privacidade e experiências proporcionadas pelo imóvel. “A decisão é guiada pela emoção, mas a validação racional vem depois, com a análise de diferenciais como vista, acabamento, infraestrutura e potencial de valorização”, explica.

Nas grandes metrópoles, o lançamento de empreendimentos de luxo vem acompanhado de amenidades como spa, academia, pet place, rooftop com piscina, salão de festas e serviços de concierge. Esses itens, segundo o CEO, são decisivos para o fechamento do negócio. “O comprador de alto padrão não compra apenas quatro paredes; compra um estilo de vida completo”, ressalta.

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Cidades mais promissoras para o luxo imobiliário

O economista aponta que os polos mais promissores do segmento estão em capitais que aliam beleza natural, infraestrutura e segurança. São Paulo segue como o maior mercado, com bairros como Jardins, Itaim Bibi e Vila Nova Conceição concentrando lançamentos sofisticados. No Rio de Janeiro, a orla e bairros nobres como Leblon, Ipanema e Barra da Tijuca mantêm o alto padrão como referência nacional.

Em ascendência, cidades como Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e algumas regiões do Nordeste — especialmente em Pernambuco e na Bahia — vêm se destacando. “Há uma migração de compradores em busca de segunda residência em destinos com qualidade de vida, infraestrutura hoteleira e forte apelo turístico”, observa. Esse movimento impulsiona projetos de alto padrão com vistas para o mar, resorts residenciais e condomínios fechados.

Arquitetura, localização e bem-estar na decisão de compra

Para Fábio Tadeu Araújo, três pilares sustentam a escolha de um imóvel de luxo: arquitetura, localização e bem-estar. A arquitetura precisa ser assinada por nomes reconhecidos e oferecer design único, uso de materiais nobres e aproveitamento inteligente de luz e ventilação. A localização, por sua vez, deve garantir conveniência, segurança e exclusividade, com vizinhança tranquila e acesso a serviços premium.

O bem-estar, destaca o CEO, ganhou ainda mais relevância após a pandemia. “As pessoas passaram a valorizar áreas verdes, espaços abertos, home office, varandas amplas e proximidade da natureza”, explica. Esse novo comportamento fez crescer a demanda por imóveis com mais metros quadrados, pé-direito alto e ambientes integrados.

Emoção e racionalidade andam juntas

Apesar de a compra ser emocional, o economista alerta que a decisão não dispensa uma análise criteriosa. “O comprador de alto padrão costuma ser bem informado e exige transparência. A emoção atrai, mas é a percepção de valor que concretiza o negócio”, afirma. Ele recomenda que incorporadoras e corretores invistam em atendimento personalizado, mostrando não apenas o imóvel, mas o estilo de vida que ele proporciona.

A Brain Inteligência Estratégica, sob a liderança de Araújo, tem sido referência na produção de dados e estudos que ajudam o setor a compreender as tendências desse nicho. Para ele, o mercado de luxo segue aquecido, impulsionado por renda concentrada, juros ainda altos e busca por ativos que protejam patrimônio. “Imóveis de alto padrão são vistos como porto seguro, mas a escolha do imóvel certo passa, acima de tudo, pelo coração”, conclui.

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