Petróleo sobe 3% com escalada de tensões entre EUA e Irã
Petróleo sobe 3% com tensões EUA-Irã

O preço do petróleo registrou alta de 3% nesta quarta-feira, impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência internacional, fechou a US$ 82,45, enquanto o WTI americano atingiu US$ 78,30. O movimento reflete o receio de que o conflito possa interromper o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do consumo global.

Ameaças e contra-ameaças elevam risco geopolítico

As declarações do presidente dos EUA, Joe Biden, e do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, aumentaram a percepção de risco. Biden afirmou que "todas as opções estão na mesa" para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Em resposta, Khamenei disse que o Irã "não se curvará a ameaças" e que está preparado para defender seus interesses.

O mercado de petróleo é particularmente sensível a tensões na região, pois o Estreito de Ormuz é um gargalo estratégico. Qualquer bloqueio ou ataque a navios petroleiros pode disparar os preços globalmente.

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Impacto nos mercados financeiros

A alta do petróleo também pressionou as bolsas asiáticas e europeias, com o índice Stoxx 600 caindo 0,8%. Nos EUA, o Dow Jones recuou 0,5%, enquanto o S&P 500 perdeu 0,3%. O setor de energia foi o único a registrar ganhos, com ações de empresas como Exxon Mobil e Chevron subindo mais de 1%.

Analistas do Goldman Sachs alertaram que, em um cenário de interrupção total do fluxo no Estreito de Ormuz, o petróleo poderia superar os US$ 100 por barril. "O risco de um conflito militar direto é baixo, mas não pode ser descartado", afirmou o estrategista de commodities da instituição.

Reação da Opep+ e perspectivas

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes indicam que o grupo monitora a situação de perto. A Arábia Saudita, maior produtor do bloco, tem capacidade ociosa para aumentar a produção em caso de necessidade, mas analistas duvidam que o faça imediatamente, para não prejudicar os preços.

O governo brasileiro, por meio da Petrobras, afirmou que está acompanhando o cenário internacional e que não há previsão de reajuste nos combustíveis no curto prazo. A estatal brasileira se beneficia da alta do petróleo, mas o impacto nos preços internos depende da política de preços da empresa.

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