O petróleo registrou queda de 4% nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, com investidores frustrados pela ausência de novidades nos fronts de guerra que possam indicar uma redução das tensões geopolíticas. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 78,50, enquanto o WTI negociou a US$ 74,20. A queda foi a maior em duas semanas e interrompeu uma sequência de alta que vinha sendo impulsionada por expectativas de cortes na produção da Opep+.
Contexto geopolítico
Nos últimos dias, não houve avanços significativos nas negociações de cessar-fogo entre Israel e Hamas, nem na guerra da Ucrânia. O mercado acompanha de perto qualquer sinal de desescalada que possa aliviar as preocupações com o fornecimento global de petróleo. 'O mercado está à espera de um catalisador claro. Sem notícias, o movimento é de realização de lucros', afirmou Carlos Silva, analista de commodities do Banco XYZ.
Impacto nos mercados
A queda dos preços do petróleo também pressionou as ações de petroleiras na bolsa brasileira. Os papéis da Petrobras recuaram 2,5% no pregão, refletindo o movimento externo. Especialistas alertam que a volatilidade deve continuar enquanto não houver definição sobre os conflitos. 'O cenário é incerto e qualquer notícia pode trazer oscilações bruscas', completou Silva.
Perspectivas
Para os próximos dias, a atenção se volta para os dados de estoques de petróleo nos Estados Unidos, que serão divulgados na quinta-feira. Uma redução maior que a esperada pode dar suporte aos preços, mas a falta de novidades geopolíticas mantém o mercado sujeito a movimentos especulativos. O contrato futuro do Brent para setembro opera com leve alta de 0,3% no after-hours, sinalizando cautela.



