Novo capítulo sobre aumento de etanol na gasolina: entenda
Novo capítulo sobre aumento de etanol na gasolina

O governo federal estuda um novo aumento no percentual de etanol anidro misturado à gasolina comum, elevando de 27% para 30%. A medida, que ainda depende de testes de durabilidade e aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), tem como objetivo principal reduzir as emissões de gases poluentes e baratear o preço final do combustível nas bombas.

Detalhes da proposta

De acordo com fontes do Ministério de Minas e Energia, a proposta de elevar a mistura para 30% está em fase de análise técnica. Estudos preliminares indicam que o aumento não comprometeria o desempenho dos motores flex ou dos veículos mais antigos, desde que haja ajustes na calibragem. O governo argumenta que a medida pode gerar uma economia de até 5% no custo do litro da gasolina, beneficiando diretamente o consumidor.

Impactos ambientais e econômicos

O aumento da proporção de etanol na gasolina está alinhado com as metas brasileiras de descarbonização assumidas no Acordo de Paris. O etanol, produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, emite até 90% menos CO2 em comparação com a gasolina pura. Além disso, a medida pode impulsionar o setor sucroenergético, que enfrenta desafios de demanda nos últimos anos. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a elevação para 30% consumiria cerca de 2 bilhões de litros adicionais de etanol por ano, gerando empregos e renda no campo.

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Próximos passos

Ainda não há data definida para a votação no CNPE. Antes disso, serão necessários testes em laboratórios credenciados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para verificar a compatibilidade dos motores e a durabilidade dos componentes do sistema de combustível. O Ministério da Agricultura também deve ser consultado sobre a disponibilidade de matéria-prima. A expectativa é que, se aprovada, a nova mistura entre em vigor em até 12 meses após a publicação da resolução.

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