O governo federal deu um novo passo na regulação do mercado de créditos de carbono no Brasil, com potencial de gerar R$ 5 bilhões em receita nos primeiros cinco anos de operação. A estimativa foi apresentada pelo Ministério da Fazenda durante o lançamento do marco regulatório, que estabelece as bases para a comercialização de créditos de carbono no país.
Detalhes da regulação
A medida, anunciada em 20 de julho de 2026, cria um sistema nacional de registro e negociação de créditos de carbono, sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O texto prevê que empresas e entidades que reduzirem emissões de gases de efeito estufa poderão gerar créditos negociáveis em bolsa ou no mercado de balcão. Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é que o mercado movimente entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão no primeiro ano, chegando a R$ 5 bilhões acumulados em cinco anos.
Impacto econômico e ambiental
O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, destacou que a regulação "coloca o Brasil na vanguarda dos mercados de carbono, atraindo investimentos e gerando empregos verdes". Além do ganho econômico, a iniciativa deve contribuir para as metas de redução de emissões do país, previstas no Acordo de Paris. Estima-se que o mercado de carbono pode reduzir entre 10% e 15% das emissões brasileiras até 2030, segundo cálculos do Ministério do Meio Ambiente.
Próximos passos
A regulação ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas o governo espera que o projeto tramite em regime de urgência. Empresas do setor de energia, agronegócio e indústria já manifestaram interesse em participar do mercado. A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) também anunciou que está preparando uma plataforma específica para negociação de créditos de carbono.



