Anac anuncia novas regras para operação de drones e abre caminho para entregas pelo ar
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou novas diretrizes para a operação de drones no Brasil, com o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 100 (RBAC 100). A principal mudança é a substituição do foco no peso do equipamento pela análise do risco da missão. Com isso, o processo de aprovação de rotas se torna mais ágil, o que já gera expectativas positivas no mercado de logística, que prevê um aumento significativo na escala dos serviços de entrega por drones em todo o país.
Mudança de paradigma: do peso ao risco
O RBAC 100 adota uma abordagem baseada em categorias operacionais e na metodologia Sora (Specific Operational Risk Assessment) para avaliar os riscos de cada voo. Anteriormente, as regras eram focadas principalmente no peso máximo de decolagem do drone, o que limitava operações mais complexas. Agora, a Anac permite que operadores obtenham autorizações mais rapidamente ao demonstrar que os riscos são mitigados de forma adequada, independentemente do tamanho da aeronave.
Impacto no setor de logística
A simplificação regulatória é vista como um passo crucial para a expansão do uso de drones em entregas urbanas e rurais. Empresas como iFood já realizam testes com drones, como a experiência em uma praia de Sergipe, e preveem que o novo regulamento acelere a implementação comercial. A expectativa é que serviços de entrega aérea se tornem mais comuns, reduzindo custos e tempo de transporte, especialmente em áreas de difícil acesso.
Próximos passos
A Anac informou que o RBAC 100 entra em vigor após publicação no Diário Oficial da União, e que continuará a monitorar o desenvolvimento tecnológico para ajustes futuros. A agência também destaca a importância da capacitação de pilotos e da manutenção de padrões de segurança elevados.



