O diretor financeiro e de relações com investidores da WEG, André Salgueiro, afirmou que a volatilidade trazida pelas tarifas comerciais não é uma novidade para a empresa e que a presença global do grupo tem sido usada para mitigar os impactos. A declaração foi dada durante teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre de 2026.
Estratégia global como escudo contra tarifas
Segundo Salgueiro, a WEG já opera há décadas em um ambiente de comércio internacional sujeito a mudanças tarifárias e regulatórias. “A volatilidade trazida por tarifas não é nova. Temos usado nossa presença global para mitigar esses efeitos”, disse o executivo. A empresa possui fábricas em diversos países, incluindo Brasil, México, Argentina, China, Índia, Portugal, Alemanha, Itália, África do Sul e Estados Unidos.
A WEG registrou receita líquida de R$ 9,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 12% ante o mesmo período de 2025. O lucro líquido ajustado foi de R$ 1,4 bilhão, crescimento de 15% na mesma base de comparação. Os números foram impulsionados pelo mercado externo, que respondeu por 60% da receita total no período.
Impacto limitado das tarifas americanas
O diretor destacou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses e de outros países têm impacto limitado nas operações da WEG, já que a empresa produz localmente em várias regiões. “Temos capacidade de produção nos Estados Unidos e em outros mercados, o que nos permite atender os clientes sem depender exclusivamente de importações”, explicou.
Salgueiro também mencionou que a empresa está monitorando as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, mas que não espera mudanças significativas em seu planejamento estratégico de curto prazo. A WEG prevê investimentos de R$ 3,5 bilhões em 2026, parte deles destinados à expansão da capacidade produtiva no México e na Índia.
Perspectivas para o segundo semestre
Para o segundo semestre, a WEG projeta crescimento da demanda em todos os segmentos, com destaque para motores elétricos e equipamentos para energia renovável. A empresa também vê oportunidades no mercado de data centers, que deve impulsionar as vendas de geradores e sistemas de refrigeração.
“Apesar do cenário de incertezas geopolíticas e tarifárias, estamos confiantes em nossa capacidade de entregar resultados consistentes, graças à nossa diversificação geográfica e de portfólio”, concluiu Salgueiro.



