Visa traz ao Brasil a plataforma Currencycloud para contas globais
A Visa anunciou nesta terça-feira (16) a chegada da plataforma Currencycloud ao Brasil. A infraestrutura, desenvolvida para emissores, bancos e fintechs, permite que instituições ofereçam contas globais multimoedas. A primeira parceira da solução no País será a BPY Global, empresa brasileira especializada em serviços digitais de pagamentos e operações financeiras para pessoas físicas e empresas.
A Currencycloud possibilita funções de pagamentos, recebimentos e conversão cambial em até 35 moedas. A plataforma pode ser implementada via APIs (interfaces de programação que permitem a integração dos serviços diretamente aos sistemas das empresas) ou em modelo white-label (solução personalizada e comercializada com a marca do cliente), para clientes pessoa física e jurídica.
Clientes e parcerias internacionais
A Currencycloud já participou da implementação da infraestrutura financeira da fintech britânica Revolut, avaliada em cerca de US$ 75 bilhões. Entre seus clientes também estão os bancos digitais Monzo e Starling Bank, do Reino Unido, além do Standard Bank, um dos maiores grupos de serviços financeiros da África.
Benefícios para o mercado brasileiro
Segundo Marcela Pinori, vice-presidente de soluções comerciais e de movimentação financeira da Visa do Brasil, a chegada da plataforma ao País ajudará a reduzir atritos operacionais e a construir uma experiência internacional mais fluida para os negócios. “Trabalhamos para facilitar a movimentação financeira transfronteiriça com a mesma segurança, escala e tecnologia que já entregamos nos pagamentos cotidianos”, afirma.
Primeira parceira: BPY Global
A BPY Global, primeira parceira do projeto, atende aproximadamente 30 mil clientes individuais ativos e cerca de 2 mil clientes corporativos. Com a Currencycloud, a empresa passará a oferecer uma estrutura de conta global com gestão de contas multimoedas e soluções de pagamentos entre diferentes países.
As chamadas contas globais têm crescido no Brasil. Nesta matéria, avaliamos doze opções disponíveis, entre nomes como Nomad, Wise, Avenue e Revolut. Em setembro de 2025, uma pesquisa encomendada pelo C6 Bank à Ipsos-Ipec indicou que 31% dos entrevistados de classe alta mantinham uma conta com saldo em moeda estrangeira. Em 2022, quando o levantamento foi realizado pela primeira vez, o percentual era de 12%.



