Vibra garante abastecimento de combustíveis no Brasil em meio a crises globais
Vibra garante abastecimento de combustíveis no Brasil

Estratégias para manter o mercado abastecido

Mesmo em meio às delicadas circunstâncias geopolíticas causadas pela Guerra do Irã e pelo conflito Rússia-Ucrânia, o mercado brasileiro de combustíveis tem se mantido estável e abastecido. Isso ocorre graças às ações estratégicas das distribuidoras nacionais para amenizar os efeitos de um ambiente de alta volatilidade nos preços e na oferta dos derivados de petróleo.

Como líder de mercado, a Vibra tem se destacado por um conjunto de providências que, muitas vezes, nem chegam a ser percebidas pelos consumidores, mas fazem toda a diferença para que o País continue rodando sem sobressaltos. Essas ações incluem a mobilização de capital intensivo para assegurar o pagamento de prêmios elevados no mercado internacional.

Impacto do aumento do diesel importado

O aumento no valor do diesel adquirido no exterior chegou a 65%, o que levou ao custo adicional de R$ 2,50 por litro em comparação ao que é cobrado nas refinarias nacionais. Como o Brasil não é autossuficiente na produção desse combustível – precisa importar 30% do volume que consome –, a alta nos preços internacionais encarece a mistura entre produto nacional e importado, necessária para assegurar a oferta plena do produto no País.

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“Garantir abastecimento hoje significa operar uma cadeia altamente complexa, conectada ao mercado global e sujeita a variáveis que mudam rapidamente”, afirmou Ernesto Pousada, presidente da Vibra, durante participação no Energy Summit 2026, no Rio de Janeiro.

Mecanismos de proteção financeira

Entre os mecanismos de proteção financeira adotados pela Vibra para reforçar a previsibilidade do mercado nacional está o hedge, um tipo de seguro que cobre possíveis variações de preço e de câmbio ocorridas durante o ciclo da logística. Essa providência é importante porque um processo de importação de diesel leva, em média, 45 dias para ser viabilizado – prazo considerado longo para o nível atual de volatilidade do mercado.

Além do hedge, há outros investimentos extras relacionados à conjuntura internacional. Alguns exemplos são a ampliação emergencial da infraestrutura logística, com acionamento de mais navios e expansão do armazenamento, e a criação de estoques de segurança, suficientes para algumas semanas de consumo.

Custos absorvidos pelo setor de distribuição

Essas ações encarecem o processo de importação, mas boa parte dos custos extras são absorvidos pelo setor de distribuição e não chegam a ser repassados ao mercado. A parcela correspondente à distribuição no valor cobrado nas bombas de abastecimento equivale a algo entre 5% e 10% do preço final do produto, variação que depende da região e da dinâmica de transporte envolvida em um país de dimensões continentais. Trata-se, de qualquer forma, de uma parcela pequena: para efeito de comparação, os impostos estaduais e federais respondem por 17% do preço.

Mesmo com o eventual encerramento dos conflitos internacionais, a mobilização e a vigilância das distribuidoras brasileiras precisarão ser mantidas até que o cenário retorne à normalidade, o que não ocorrerá em um prazo curto. Projeta-se um impacto duradouro sobre a cadeia de suprimentos, até porque o processo de recuperação da logística estará ocorrendo simultaneamente em várias frentes e regiões, provocando inevitáveis acúmulos e gargalos.

Relevância do setor de distribuição

“Em cenários adversos, é preciso responder rapidamente a oscilações externas, buscar alternativas de suprimento e manter a operação funcionando sem interrupções. É isso que temos buscado fazer”, ressalta Pousada.

A Vibra é líder no setor brasileiro de distribuição de combustíveis, com 31% de participação no mercado de postos embandeirados. Detentora da licença da marca Petrobras, a empresa opera uma rede com cerca de 7,5 mil postos em todo o país, incluindo as franquias BR Mania e Lubrax+. Com presença em todas as regiões e Unidades Federativas, atende mais de 30 milhões de consumidores por mês e 11 mil clientes corporativos, em setores como transporte, indústria, mineração, químicos, agronegócio e aviação.

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