A venda da CSN Cimentos deu um passo importante com a definição dos participantes que seguirão para a segunda fase do processo. Quatro empresas foram selecionadas: as brasileiras Votorantim e Polimix, e as chinesas Huaxin Cement e Sinoma International, de acordo com informações de fontes próximas à negociação.
Próximos passos da negociação
A entrega das propostas vinculantes está marcada para o dia 7 de agosto. Segundo apuração, as empresas chinesas vêm com mais força e apresentam propostas mais agressivas, demonstrando grande interesse no mercado brasileiro de cimentos.
Valores das ofertas iniciais
As ofertas recebidas na primeira fase, de propostas não vinculantes, foram consideradas altas pelas fontes. Os valores partem de cerca de R$ 12 bilhões a R$ 13 bilhões, superando o patamar inicialmente estimado de R$ 10 bilhões.
Estratégia da Votorantim
A Votorantim, maior cimenteira do Brasil, e a Polimix estão realizando suas diligências de forma separada. No entanto, a expectativa é que, mais à frente, busquem formar um consórcio para a tentativa de compra. Essa estratégia visa evitar resistência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) à aprovação da aquisição.
Polimix busca parceiro
A Polimix, maior produtora de concreto do Brasil e controladora da Mizu, quarta maior cimenteira brasileira, não teria recursos para avançar sozinha no processo. Por isso, há a expectativa de que também opte por uma parceria estratégica para viabilizar a compra.
Interesse chinês no Brasil
As chinesas têm demonstrado elevado interesse no País. A Huaxin, por exemplo, já adquiriu a Embu S.A., uma das maiores produtoras de pedra brita do Brasil, indicando uma estratégia focada no fornecimento de concreto para grandes obras.
Desistências
A J&F e a Suzano chegaram a avaliar o ativo, mas decidiram não participar da fase de propostas, conforme apuraram as fontes.
Primeira fase bem-sucedida
A CSN já havia sinalizado que a primeira fase do processo de venda foi bem-sucedida. O CEO Benjamin Steinbruch disse a investidores em maio que recebeu boas propostas pelo ativo, em número maior do que o esperado. Na ocasião, Marco Rabello, diretor financeiro da CSN, afirmou que a segunda fase deveria durar entre dois e três meses, o que poderia levar à conclusão da operação no terceiro trimestre de 2026. “Se estamos avançando para a próxima etapa em cimento, é porque recebemos boas propostas”, reforçou o executivo. Ele também adiantou que todos os interessados eram “players estratégicos” e não financeiros.
Procuradas, a CSN e a Votorantim não comentaram. Polimix, Huaxin e Sinoma não responderam até a publicação desta nota.
Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 09/06/2026, às 15:50.



