Vale esclarece à CVM que decisões seguem critérios técnicos e independentes
Vale esclarece à CVM: decisões seguem critérios técnicos

A Vale (VALE3) informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que suas decisões de investimento são pautadas por critérios técnicos, independentes e alinhados ao melhor interesse da companhia. Em resposta a questionamentos do órgão regulador, a mineradora detalhou sua posição em relação à Bahia Mineração (Bamin), às concessões ferroviárias da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), e ao programa de mini-minas.

Participação na Bamin não foi aprovada

Sobre a Bamin, a Vale afirmou que avaliou a oportunidade de investimento no curso regular de suas atividades, mas não aprovou qualquer participação no ativo. A decisão foi tomada após análise técnica, econômica e financeira conduzida dentro de seus processos de governança. A empresa reforçou que todos os investimentos são submetidos a rigorosos critérios antes de qualquer aprovação.

Negociações ferroviárias em andamento

Em relação às concessões ferroviárias da EFC e da EFVM, a Vale informou que as negociações de otimização seguem em andamento com órgãos reguladores e o governo federal. A companhia reiterou que permanece adimplente e que a conclusão do processo, quando aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pode trazer maior previsibilidade e segurança jurídica às concessões. A empresa destacou que busca soluções que beneficiem tanto a operação quanto o ambiente regulatório.

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Programa de mini-minas como estratégia de portfólio

A Vale também destacou o programa de mini-minas, baseado em parcerias com mineradoras de menor porte, como parte de sua estratégia para ampliar flexibilidade de portfólio e eficiência logística. A iniciativa segue critérios técnicos e as melhores práticas de governança corporativa, segundo a companhia. O programa visa otimizar a produção e reduzir custos, mantendo o foco em operações sustentáveis.

Além disso, a Vale informou que outras empresas do mercado também tomaram decisões recentes. A Klabin (KLBN11) aprovou a criação de um programa de recompra de até 31,25 milhões de units, com prazo de execução de 18 meses. Já a Sanepar (SAPR11) decidiu não distribuir proventos no primeiro semestre de 2026, com base na decisão da Agepar, que estabeleceu a destinação de 100% dos recursos oriundos do precatório em favor da modicidade tarifária.

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