A Vale informou nesta terça-feira (14) que descartou qualquer investimento relacionado a minas em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, após concluir estudos técnicos e econômicos que apontaram a inviabilidade do projeto. A decisão encerra as expectativas de retomada da mineração de ferro na região, que estava paralisada desde 2015.
Estudos indicam inviabilidade econômica
De acordo com a mineradora, os estudos realizados nos últimos meses consideraram aspectos geológicos, logísticos e de mercado. 'Os resultados indicam que, nas condições atuais, o projeto não apresenta retorno financeiro adequado para justificar os investimentos necessários', afirmou a empresa em comunicado.
A Vale havia adquirido os direitos de exploração em Corumbá em 2011, mas a operação foi suspensa em 2015 devido à queda do preço do minério de ferro e às dificuldades logísticas da região, que fica distante dos principais portos de escoamento.
Impacto na economia local
A decisão da Vale frustra as expectativas da prefeitura de Corumbá e do governo do Mato Grosso do Sul, que viam na retomada da mineração uma chance de gerar empregos e impulsionar a economia local. A região enfrenta altas taxas de desemprego desde o fechamento das minas.
Em nota, a prefeitura de Corumbá lamentou a decisão, mas afirmou que continuará buscando alternativas para o desenvolvimento econômico do município. 'Respeitamos a decisão técnica da empresa, mas não desistiremos de atrair novos investimentos para nossa cidade', disse o prefeito Marcelo Iunes.
Estratégia da Vale
A Vale reforçou que sua estratégia de investimentos está focada em projetos com maior potencial de retorno, como a expansão de operações no Pará e em Minas Gerais. A empresa também destacou que prioriza a redução de custos e a eficiência operacional.
Com a desistência em Corumbá, a Vale concentra sua produção de minério de ferro no sistema Norte (Carajás) e no sistema Sul (Minas Gerais), que respondem por mais de 90% da produção total da companhia.
Reações do mercado
Analistas do setor avaliam que a decisão era esperada, dado o cenário de preços do minério de ferro e os altos custos logísticos para escoar a produção de Corumbá. 'A região sempre foi um desafio logístico, e com os preços atuais, o projeto não se sustenta', comentou o analista da XP Investimentos, Pedro Galdi.
As ações da Vale operam estáveis nesta terça-feira, com investidores já precificando a desistência do projeto.



