A Telefônica Brasil, dona da Vivo, registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 500 milhões registrado no mesmo período de 2025. O resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetava lucro em torno de R$ 900 milhões.
Geração de caixa supera metas
A empresa também elevou a projeção de geração de caixa operacional para o ano de 2026, de R$ 8,5 bilhões para R$ 9,2 bilhões. Segundo o presidente da Telefônica Brasil, Christian Gebara, o desempenho reflete a melhora na eficiência operacional e o controle de custos. "Estamos confiantes na nossa capacidade de gerar caixa e investir em crescimento", afirmou Gebara em teleconferência com analistas.
Receita e custos
A receita líquida somou R$ 12,3 bilhões, alta de 4,5% ante o mesmo trimestre de 2025, impulsionada pelo segmento de fibra óptica e planos pós-pagos. O custo de serviços caiu 2,3%, beneficiado pela renegociação com fornecedores e redução de despesas com energia.
Endividamento e investimentos
A dívida líquida encerrou junho em R$ 15,1 bilhões, queda de 12% em 12 meses. A companhia investiu R$ 2,1 bilhões no trimestre, principalmente na expansão da rede 5G e fibra. O Capex para 2026 está mantido em R$ 8 bilhões.
Perspectivas
Para o segundo semestre, a operadora espera continuar crescendo acima da inflação, com foco em clientes de alto valor. O guidance de Ebitda foi mantido em R$ 18,5 bilhões. O mercado reage positivamente: as ações da Vivo subiam 2,3% no pregão de quinta-feira.



