Stellantis entrega 1,6 milhão de veículos no 2º tri, alta de 10%
Stellantis: entregas sobem 10% no 2º tri, a 1,6 milhão

A Stellantis, controladora das marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, anunciou nesta segunda-feira (13) a entrega de aproximadamente 1,6 milhão de veículos no segundo trimestre, um crescimento de 10% em comparação ao mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho na América do Norte, seu principal mercado.

Recuperação essencial para reestruturação

A recuperação das vendas é considerada peça-chave no plano de reestruturação liderado pelo presidente-executivo, Antonio Filosa. Nos últimos anos, a montadora perdeu participação em mercados estratégicos devido ao aumento dos preços dos veículos, à aposta mais intensa em modelos elétricos, a problemas de qualidade e à concorrência crescente de fabricantes chineses.

Em maio, Filosa apresentou um novo plano de negócios de 60 bilhões de euros até 2030, que prevê o lançamento de novos modelos, a reorganização do portfólio de marcas e a ampliação de parcerias nas áreas de tecnologia e manufatura.

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América do Norte lidera com alta de 38%

Na América do Norte, as entregas cresceram 38% no segundo trimestre, alcançando 445 mil unidades. O resultado foi impulsionado pelo lançamento e renovação de modelos como a picape Ram 1500 com motor V8, sua versão de alto desempenho TRX SRT, além dos utilitários Jeep Grand Wagoneer, Grand Cherokee e da minivan Chrysler Pacifica. Segundo a empresa, o desempenho também refletiu os preparativos para a paralisação programada da produção durante o verão no hemisfério norte.

Europa ampliada e desafios regionais

Na Europa ampliada, outro mercado estratégico para a Stellantis, as entregas aumentaram 5%, para 762 mil unidades, impulsionadas pelo crescimento do mercado na região. O volume inclui cerca de 33 mil veículos da fabricante chinesa Leapmotor, distribuídos e comercializados pela Stellantis. A demanda na Europa foi puxada principalmente por modelos de entrada, como Citroën C3 e C3 Aircross, Opel Frontera e Fiat Panda.

O crescimento registrado na América do Norte e na Europa foi parcialmente compensado pela queda nas entregas no Oriente Médio e na África, afetadas pelo conflito na região, e na América do Sul, onde a retração do mercado argentino pressionou os resultados.

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