Startups europeias de robótica estão criando modelos próprios para disputar espaço com gigantes chinesas, que dominam a produção global de humanoides. Empresas do continente buscam nichos em áreas como atendimento, logística e agricultura, enquanto a China lidera o mercado de robôs humanoides.
Inovações apresentadas na Vivatech
Na feira Vivatech, na França, startups como a francesa Enchanted Tools e a alemã Neura destacaram suas inovações. O Mirokai, um robô social, e o Tiago, utilizado na colheita de uvas, foram alguns dos exemplos apresentados. Esses robôs são projetados para atender a demandas específicas do mercado europeu, como a automação agrícola e o suporte em serviços.
Desafios e estratégias
As startups europeias enfrentam desafios como regulação rigorosa e necessidade de financiamento. No entanto, buscam manter a produção na Europa para garantir soberania tecnológica e segurança de dados. A estratégia de focar em nichos permite que essas empresas evitem a concorrência direta com os humanoides chineses, que são produzidos em larga escala e com custos mais baixos.
O mercado de robótica está em expansão, e a Europa tenta se posicionar como um polo de inovação, mesmo diante do domínio chinês. A aposta em robôs especializados, como o colhedor de uvas, pode ser a chave para a competitividade das startups do continente.



