O CEO da SK Hynix, Kwak Noh-jung, afirmou que o mercado de chips de memória enfrentará a pior escassez de oferta da história em 2027, impulsionada pela demanda explosiva por inteligência artificial (IA). A declaração foi feita durante a conferência Semicon Korea 2026, em Seul, na Coreia do Sul.
Demanda por IA supera capacidade de produção
Segundo Kwak, a demanda por memória de alta largura de banda (HBM), usada em processadores de IA, deve crescer a uma taxa anual de 60% nos próximos anos. A SK Hynix, que domina o mercado de HBM com cerca de 50% de participação, já está operando com capacidade máxima. No entanto, o CEO alertou que mesmo com os investimentos planejados, a oferta não conseguirá acompanhar a demanda a partir de 2027.
Investimentos em expansão são insuficientes
A empresa anunciou um plano de investimento de US$ 75 bilhões até 2028 para expandir a produção de memória, incluindo novas fábricas em Yongin e Cheongju, na Coreia do Sul. Apesar disso, Kwak afirmou que a capacidade adicional não será suficiente para evitar a crise. "Estamos fazendo o máximo, mas o ritmo de crescimento da demanda é sem precedentes", disse o executivo, citando a necessidade de colaboração com clientes e governos para mitigar o problema.
Impacto na indústria global de tecnologia
A escassez prevista deve afetar não apenas a SK Hynix, mas todo o setor de semicondutores. A Samsung Electronics e a Micron Technology, concorrentes diretas, também enfrentam desafios semelhantes. Analistas estimam que a falta de chips de memória pode atrasar o lançamento de novos produtos de IA e aumentar os custos para empresas de tecnologia em todo o mundo.
Contexto do mercado de memória
O mercado de chips de memória já passou por ciclos de escassez e excesso de oferta, mas Kwak destacou que a atual situação é diferente devido à natureza estrutural da demanda por IA. "A demanda por HBM não é cíclica, é estrutural e de longo prazo", explicou. A SK Hynix espera que a receita com HBM represente mais de 40% de sua receita total de memória até 2027, contra 20% em 2025.



