Sindicato de roteiristas entra com ação para barrar acordo da Paramount
Sindicato de roteiristas entra com ação contra Paramount

O Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos (WGA) entrou com uma ação judicial nesta terça-feira (14) para bloquear o acordo de fusão da Paramount Global com a Skydance Media. A ação, protocolada em um tribunal federal da Califórnia, alega que a transação viola leis trabalhistas e antitruste, prejudicando os direitos dos roteiristas e a concorrência no setor de entretenimento.

Detalhes da ação judicial

O WGA afirma que a fusão, avaliada em US$ 8 bilhões, criaria um monopólio no mercado de produção de conteúdo, reduzindo as oportunidades de trabalho para roteiristas e diminuindo a remuneração. A entidade argumenta que a Paramount, uma das maiores produtoras de Hollywood, já detém poder de mercado significativo e que a união com a Skydance, conhecida por franquias como Top Gun e Missão: Impossível, concentraria ainda mais o controle sobre a indústria.

“Esta fusão é um ataque direto aos roteiristas que são a espinha dorsal da indústria do entretenimento”, disse Meredith Stiehm, presidente do WGA, em comunicado. “Estamos entrando com esta ação para proteger nossos membros e garantir que o mercado permaneça competitivo e justo.”

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Impactos para a indústria

Se aprovada, a fusão criaria uma gigante do entretenimento com forte presença em cinema, televisão e streaming. A Paramount, dona de estúdios como Paramount Pictures, CBS e Nickelodeon, se uniria à Skydance, que produz filmes de grande orçamento para a Paramount. Especialistas apontam que a concentração pode levar a menos diversidade de conteúdo e a condições de trabalho mais precárias para roteiristas e outros profissionais criativos.

O WGA já havia se oposto publicamente ao acordo em maio, quando ele foi anunciado. A ação judicial é o primeiro passo legal concreto para tentar barrar a transação, que ainda precisa da aprovação de órgãos reguladores nos EUA.

Reação da Paramount

A Paramount ainda não se manifestou oficialmente sobre a ação. A empresa defende que a fusão com a Skydance é benéfica para o crescimento e a competitividade da companhia no mercado global de streaming, onde enfrenta concorrência de gigantes como Netflix, Disney+ e Amazon Prime Video.

Segundo o WGA, a fusão viola a seção 7 da Lei Clayton, que proíbe aquisições que possam reduzir substancialmente a concorrência. O sindicato também alega que a Paramount descumpriu obrigações contratuais com roteiristas, ao não garantir que a Skydance honre acordos trabalhistas existentes.

Próximos passos

A ação judicial pode atrasar ou até inviabilizar a fusão, que já enfrenta escrutínio de reguladores antitruste. O WGA espera que a Justiça conceda uma liminar para suspender o processo de integração até que o mérito seja julgado. A audiência inicial está prevista para as próximas semanas.

O caso é acompanhado de perto por outros sindicatos de Hollywood, como o SAG-AFTRA (atores) e o DGA (diretores), que também expressaram preocupações sobre a concentração de poder no setor.

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