Seguro de vida: de 'chamar a morte' a suporte financeiro após perda
Seguro de vida: de 'chamar a morte' a suporte financeiro

Jaime Meneses, marido da diarista Sandra Silva de Souza, de 49 anos, reagiu com desconfiança quando ela propôs contratar um seguro de vida. 'Isso é besteira, parece que está chamando a morte', disse ele. Apesar da resistência inicial, o casal decidiu fazer o seguro. Anos depois, em 2021, Jaime morreu em decorrência de um câncer não tratado, deixando para a esposa e a filha, Beatriz, um apoio financeiro que garantiu dignidade no luto e estabilidade nos meses seguintes.

O medo de 'chamar a morte'

Mãe de uma garota de 13 anos, Sandra conta que sempre desejou formar família e que o nome da filha já estava escolhido desde a adolescência. 'A Beatriz foi o meu sonho. Quando eu tinha uns 15 anos, eu já falava que queria ter uma filha e que o nome dela era Beatriz', lembra. O relacionamento com Jaime começou de forma inesperada e rápida. 'Ele estava na casa da minha tia e eu conheci ele lá. E a gente começou a conversar', diz. O relacionamento evoluiu rapidamente para uma vida em comum.

A experiência com a morte na própria família durante a infância marcou profundamente suas decisões financeiras. Ao lembrar das dificuldades enfrentadas quando o pai morreu, Sandra diz que aquilo se tornou um divisor de águas. 'A gente não tinha dinheiro para poder pagar o enterro do meu pai. Eu tinha pânico disso', recorda. Foi nesse contexto que ela passou a defender a contratação de um seguro de vida, enfrentando a resistência do marido.

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Do luto à reorganização financeira

Em 2021, a família enfrentou a perda de Jaime em decorrência de um câncer não tratado. Ele escondeu o diagnóstico da família até os últimos dias de vida. O impacto emocional veio acompanhado da necessidade de lidar com a organização do funeral. Nesse momento, o Serviço de Auxílio Funeral (SAF), previsto na apólice, foi acionado e garantiu suporte à família. 'O lugar que estava sendo velado era o melhor lugar que tinha. O pessoal vinha perguntar para a gente se era uma pessoa importante. Era uma sala muito bonita, muito chique', relembra Sandra.

Além do suporte no funeral, o seguro também representou um alívio financeiro inesperado. 'A gente tinha aquele seguro de vida também. Depois de um tempo, caiu um dinheiro na conta com um monte de zeros que eu nunca vi', conta. Sem depender daquele recurso no dia a dia, Sandra afirma que o valor se transformou em base para reorganizar a vida. Com o dinheiro do seguro, ela conseguiu dar passos importantes na reconstrução da própria estabilidade. 'Foi quando eu comprei essa minha casa. Eu comprei um carro', diz.

Realização de um sonho compartilhado

Sandra também destaca que o marido tinha o sonho de viver perto do mar. 'Ele gostaria de morar na praia. Então é um sonho realizado. Eu falo assim: você não está comigo, mas nós compramos a casa', afirma. Hoje, Sandra diz que segue trabalhando e sustentando a família com esforço próprio, mas reconhece o papel do seguro como ferramenta de proteção. 'Você conquista tudo aquilo que você quer, lutando, trabalhando, porque eu levanto para trabalhar e trabalho muito. Mas eu consigo aquilo que eu quero', conclui.

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