Um estudo inédito divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Dino revela que apenas 29% das empresas brasileiras conseguem obter lucro diretamente de suas iniciativas de inovação. O levantamento, que ouviu mais de 1.200 companhias de todos os portes e setores, aponta que a falta de uma cultura organizacional voltada à inovação e a escassez de investimentos em pesquisa e desenvolvimento são os principais entraves.
Pesquisa aponta baixa rentabilidade da inovação
De acordo com o estudo, das empresas que investem em inovação, 71% não veem retorno financeiro significativo. "A inovação no Brasil ainda é vista como custo, e não como investimento. As empresas precisam mudar essa mentalidade para colher resultados", afirma Carlos Mendes, diretor de pesquisa do Instituto Dino. Entre os setores, o de tecnologia da informação lidera com 45% de empresas lucrando com inovação, enquanto o comércio tradicional tem apenas 12%.
Desafios estruturais e culturais
O levantamento também identificou que 63% das empresas não possuem um departamento dedicado à inovação. A burocracia e a falta de incentivos fiscais foram citadas por 58% dos entrevistados como barreiras. "Sem uma estrutura adequada e apoio governamental, fica difícil transformar ideias em negócios rentáveis", complementa Mendes. Apenas 22% das companhias afirmam ter parcerias com universidades ou centros de pesquisa.
Impacto na economia nacional
O baixo índice de inovação lucrativa tem reflexos diretos na competitividade do país. Segundo o estudo, as empresas que inovam com sucesso apresentam crescimento médio de 15% ao ano, ante 4% das demais. Especialistas apontam que, para reverter o cenário, é necessário investir em capacitação e em políticas públicas que estimulem a inovação aberta. O Instituto Dino recomenda a criação de hubs de inovação regionais e a ampliação do acesso a linhas de crédito específicas.



