Um estudo recente da Dino, plataforma de reputação corporativa, revela que a reputação empresarial está se tornando um motor para acelerar o uso de dados e fortalecer o valuation das companhias no Brasil. A pesquisa, que entrevistou 300 executivos de grandes empresas, indica que 78% deles consideram a reputação como um ativo estratégico para alavancar a coleta e análise de dados, resultando em decisões mais assertivas e maior valor de mercado.
Reputação como alavanca para dados
Segundo o levantamento, empresas com alta reputação têm 2,5 vezes mais chances de implementar estratégias avançadas de dados. Isso porque a confiança gerada por uma boa imagem corporativa facilita a obtenção de informações de clientes e parceiros. “A reputação não é apenas um selo de qualidade, mas um facilitador para a inovação baseada em dados”, afirma Carlos Mendes, CEO da Dino.
O estudo também aponta que 65% das empresas que priorizam a reputação relatam aumento no valuation nos últimos dois anos, contra apenas 30% das que não investem nessa área. O impacto é mais significativo em setores como tecnologia, finanças e saúde, onde a credibilidade é crucial.
Dados e valuation: relação direta
O uso de dados impulsionado pela reputação não só melhora a eficiência operacional, mas também atrai investidores. A pesquisa mostra que 82% dos investidores consultados consideram a reputação da empresa um fator determinante para decisões de investimento. “Empresas com boa reputação conseguem captar recursos com custo menor e negociar valuations mais altos”, explica Mendes.
Um exemplo citado é o de uma fintech brasileira que, após investir em transparência e compliance, viu seu valuation crescer 40% em um ano, enquanto o uso de dados para personalização de serviços aumentou 60%. A correlação entre reputação, dados e valor de mercado é clara, segundo o estudo.
Desafios e oportunidades
Apesar dos benefícios, 45% das empresas ainda enfrentam dificuldades para integrar dados à estratégia de reputação. Os principais obstáculos são a falta de habilidades técnicas (citada por 52%) e a resistência cultural (38%). No entanto, a tendência é de aceleração: 70% das empresas planejam aumentar investimentos em soluções de dados nos próximos 12 meses, com foco em reputação.
A Dino projeta que, até 2028, 90% das grandes empresas brasileiras terão programas estruturados de reputação atrelados ao uso de dados. “É uma mudança de paradigma: reputação deixa de ser um custo para ser um investimento com retorno mensurável”, conclui Mendes.



