A BMW registrou queda de 4,3% nas vendas globais no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 1.096.000 unidades comercializadas. O desempenho foi fortemente impactado pelo recuo de 5,2% no mercado chinês, onde a empresa vendeu 375.000 veículos, refletindo a desaceleração econômica e a intensa concorrência local.
Desempenho por regiões
Na Europa, as vendas da BMW caíram 1,8%, somando 430.000 unidades, enquanto nos Estados Unidos houve leve alta de 0,5%, para 180.000 veículos. O mercado brasileiro registrou crescimento de 3,2%, com 15.000 unidades vendidas, impulsionado pelo lançamento do novo SUV X3.
Já as vendas de veículos elétricos da marca subiram 12% no período, atingindo 180.000 unidades, representando 16,4% do total. A empresa mantém a meta de que os elétricos correspondam a 25% das vendas até o final de 2026.
Impacto da concorrência chinesa
O diretor financeiro da BMW, Walter Mertl, afirmou que "a concorrência de montadoras locais na China, como a BYD, está cada vez mais acirrada, especialmente no segmento de veículos elétricos". A empresa planeja lançar três novos modelos elétricos no país até o fim do ano para tentar recuperar participação de mercado.
Apesar da queda na China, a BMW confirmou a projeção de margem de lucro operacional entre 8% e 10% para 2026, confiando no lançamento de novos produtos e na redução de custos.



