O maior alcance de organizações criminosas no Brasil levou a Petrobras a reforçar seus mecanismos de governança e compliance, afirmou o diretor de Compliance da estatal, João Paulo de Oliveira, durante evento no Rio de Janeiro. Segundo ele, a empresa tem investido em tecnologia e treinamento para prevenir fraudes e corrupção.
Novas medidas de segurança
Oliveira destacou que a Petrobras implementou um sistema de monitoramento em tempo real de transações financeiras e contratos, além de ampliar a due diligence de parceiros e fornecedores. "Estamos elevando o nível de exigência para garantir que nossas operações estejam blindadas contra a atuação de grupos criminosos", disse.
A estatal também criou um comitê de ética independente e reforçou a área de auditoria interna, com aumento de 30% no número de profissionais dedicados à prevenção de riscos.
Impacto nas operações
As medidas já resultaram na identificação de irregularidades em contratos de prestação de serviços, com a rescisão de acordos suspeitos. "Nos últimos 12 meses, evitamos prejuízos estimados em R$ 500 milhões com a detecção precoce de esquemas fraudulentos", afirmou o diretor.
Além disso, a Petrobras tem colaborado com órgãos de investigação, como a Polícia Federal e o Ministério Público, fornecendo informações sobre possíveis infiltrações criminosas.
Contexto de ameaças
O aumento do poder de organizações criminosas no país, especialmente em regiões onde a estatal opera, como a Bacia de Santos e a Amazônia, motivou a adoção de medidas mais rigorosas. "Não podemos ignorar que o crime organizado busca se infiltrar em empresas estratégicas", alertou Oliveira.
A Petrobras também expandiu programas de integridade para seus funcionários, com canais de denúncia anônimos e treinamentos obrigatórios sobre ética e compliance.



