A fintech PagBrasil projeta um aumento de dez vezes no uso do Pix para pagamentos internacionais no Chile até setembro, com transações atingindo US$ 10 milhões. A solução, desenvolvida em parceria com a VirtualPOS, permite que turistas paguem por meio de QR codes em estabelecimentos comerciais chilenos, eliminando barreiras cambiais e de processamento.
Expansão do Pix no mercado chileno
De acordo com a PagBrasil, a expectativa é que o volume de transações via Pix no Chile cresça exponencialmente nos próximos meses, impulsionado pela alta temporada de inverno e pelo fluxo de turistas brasileiros. Atualmente, a fintech já processa cerca de US$ 1 milhão por mês em pagamentos transfronteiriços usando o sistema brasileiro.
A parceria com a VirtualPOS, empresa chilena de soluções de pagamento, viabiliza a aceitação do Pix em diversos setores, como hotéis, restaurantes, lojas de conveniência e estações de esqui. “Com o Pix, o turista brasileiro pode pagar diretamente com o celular, sem precisar de cartão internacional ou dinheiro em espécie”, explica um porta-voz da PagBrasil.
Impacto para turistas e comerciantes
A facilidade oferecida pelo Pix reduz o custo das transações e o tempo de processamento, beneficiando tanto os visitantes quanto os comerciantes locais. Para os turistas, a principal vantagem é a taxa de câmbio competitiva e a ausência de tarifas adicionais comuns em cartões de crédito. Já os comerciantes chilenos passam a receber pagamentos de forma instantânea, sem risco de chargeback ou atrasos.
A PagBrasil estima que, até setembro, o número de estabelecimentos habilitados para aceitar Pix no Chile dobre, passando de 500 para mais de 1.000 pontos de venda. A meta é alcançar US$ 10 milhões em transações mensais, consolidando o Pix como uma alternativa viável para pagamentos internacionais na América Latina.
Perspectivas futuras
A expansão do Pix no Chile é vista como um teste para a internacionalização do sistema de pagamentos brasileiro. A PagBrasil já estuda parcerias semelhantes em outros países da região, como Argentina e Uruguai, onde o fluxo de turistas brasileiros também é significativo. “O Pix tem potencial para se tornar um meio de pagamento global, e o Chile é o primeiro passo nessa direção”, conclui o porta-voz.



