A Oncoclínicas, maior rede de tratamento oncológico do Brasil, protocolou na Justiça de São Paulo um pedido de recuperação extrajudicial. O montante total da dívida incluída no processo é de aproximadamente R$ 5 bilhões, conforme informações divulgadas pela empresa.
Detalhes do pedido
O pedido foi apresentado no último dia 12 de julho, na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo. A empresa busca renegociar passivos com credores financeiros, que representam cerca de 70% do total da dívida. Os demais credores, como fornecedores e prestadores de serviços, não foram incluídos no processo.
Segundo a Oncoclínicas, a medida visa preservar a continuidade dos serviços prestados a mais de 1 milhão de pacientes por ano, em 140 unidades espalhadas por 13 estados brasileiros. A empresa afirma que a recuperação extrajudicial é uma ferramenta para reestruturar suas finanças sem interromper as operações.
Contexto financeiro
A rede enfrenta dificuldades financeiras desde o período pós-pandemia, com aumento de custos operacionais e redução no fluxo de pacientes. Em 2025, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 1,2 bilhão, após um lucro de R$ 300 milhões em 2024. A dívida bruta total da Oncoclínicas é de cerca de R$ 8 bilhões, dos quais R$ 5 bilhões estão sendo renegociados.
De acordo com o comunicado oficial, a empresa já obteve o apoio de mais de 60% dos credores financeiros para o plano de recuperação, que prevê alongamento de prazos e redução de juros. “Acreditamos que este é o melhor caminho para garantir a sustentabilidade do negócio e o atendimento aos nossos pacientes”, afirmou o CEO da Oncoclínicas, em nota.
Impacto no setor
A recuperação extrajudicial da Oncoclínicas pode ter impactos significativos no setor de saúde suplementar, já que a rede é uma das principais prestadoras de serviços oncológicos para planos de saúde. Especialistas apontam que a reestruturação pode levar a um aumento de preços nos contratos, mas a empresa nega que haja risco de desassistência.
A Oncoclínicas emprega cerca de 15 mil funcionários e atende pacientes em 140 unidades, incluindo hospitais próprios e clínicas especializadas. A empresa foi fundada em 2010 e, desde então, expandiu-se rapidamente por meio de aquisições.



