Justiça arquiva inquérito contra vereador João Alves por tráfico de drogas
Justiça arquiva investigação contra vereador João Alves

A Justiça da Paraíba arquivou, nesta segunda-feira (13), o inquérito que investigava o vereador de Santa Rita João Alves (PSDB) por suposto envolvimento com o tráfico de drogas. A decisão, à qual o g1 teve acesso, acolhe o pedido do Ministério Público do estado e conclui que a investigação não reuniu provas suficientes para o oferecimento de denúncia.

Investigação baseada em denúncias anônimas

Segundo o documento, a investigação teve início a partir de denúncias anônimas sobre a suposta atuação de uma organização criminosa na comunidade de Bebelândia, em Santa Rita. O grupo, do qual o vereador João Alves era um dos investigados, era suspeito, em tese, de envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ou porte ilegal de arma de fogo, ameaças e coação de testemunhas.

Diligências não confirmaram suspeitas

Durante a apuração, a Polícia Civil realizou diligências, cumpriu mandados de busca e apreensão, fez interrogatórios e submeteu à perícia o celular apreendido com o parlamentar. Ao fim da investigação, a autoridade policial concluiu que nenhuma dessas medidas confirmou as suspeitas iniciais e opinou pelo arquivamento do caso. O Ministério Público acompanhou esse entendimento.

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A decisão ressalta, porém, que a investigação poderá ser reaberta caso surjam novas provas. Além disso, foi determinada a devolução do celular apreendido com João Alves, já que a perícia foi concluída sem produzir elementos de interesse para a investigação.

Relembre o caso

João Alves foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Bebelândia II, deflagrada pela Polícia Civil. Os mandados foram cumpridos na residência, no escritório e no gabinete do parlamentar, na Câmara Municipal de Santa Rita. Na época, a corporação informou que ele era investigado por suposto envolvimento com o tráfico de drogas.

Em nota enviada ao g1, o vereador afirmou que as informações eram "de certa forma inverídicas e sem fundamento". Também declarou que "nada, absolutamente nada ilegal, criminoso ou irregular foi encontrado ou apreendido" nos endereços onde foram cumpridos os mandados. Na ocasião, a Câmara Municipal de Santa Rita informou que a operação não tinha relação com o exercício do mandato parlamentar e afirmou que permaneceria à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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