Nippon Steel lidera ranking global de lucro por tonelada com alta de 44 pontos percentuais
Nippon Steel lidera ranking global de lucro por tonelada

A siderúrgica japonesa Nippon Steel registrou um aumento de 44 pontos percentuais no lucro por tonelada de aço em 2025, alcançando a liderança do ranking global do setor. O desempenho foi impulsionado por uma combinação de eficiência operacional e demanda aquecida no mercado asiático, conforme relatório divulgado pela consultoria MEPS International.

Detalhes do desempenho financeiro

De acordo com o estudo, o lucro por tonelada da Nippon Steel saltou de US$ 82 em 2024 para US$ 118 em 2025, um crescimento de 43,9%. Esse resultado superou concorrentes como a ArcelorMittal e a China Baowu Group, que registraram lucros por tonelada de US$ 72 e US$ 65, respectivamente, no mesmo período.

O relatório da MEPS International destaca que a empresa japonesa conseguiu reduzir custos operacionais em 12% graças à modernização de suas plantas e à integração vertical com fornecedores de minério de ferro. "A Nippon Steel demonstrou uma capacidade superior de adaptação às condições de mercado, com foco em produtos de alto valor agregado", afirmou o analista sênior da MEPS, Kenji Tanaka, em nota.

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Contexto do mercado global

O ranking global de lucro por tonelada é um indicador-chave para avaliar a competitividade das siderúrgicas, pois reflete a eficiência na transformação de matéria-prima em aço. Em 2025, a média do setor ficou em US$ 45 por tonelada, segundo a MEPS, com a Nippon Steel superando em mais de 2,6 vezes essa média.

O crescimento da demanda por aço na Ásia, especialmente no Japão e na Coreia do Sul, contribuiu para o resultado. A empresa também se beneficiou de contratos de longo prazo com montadoras e construtoras, que garantiram preços estáveis mesmo com a volatilidade das commodities.

Impacto e perspectivas

O desempenho da Nippon Steel reforça sua posição como líder global em rentabilidade no setor siderúrgico, que enfrenta desafios como excesso de capacidade na China e pressões ambientais. A empresa anunciou planos de investir US$ 2 bilhões em tecnologias de baixo carbono até 2030, o que pode elevar ainda mais sua eficiência.

Para o mercado brasileiro, o relatório serve como referência para siderúrgicas como a Gerdau e a Usiminas, que buscam melhorar sua competitividade. "Os números da Nippon Steel mostram que a inovação e a especialização são caminhos viáveis para aumentar margens", comentou o economista Carlos Alberto, do Instituto Aço Brasil.

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