A Ânima Educação (ANIM3) esclareceu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que a Farallon Capital não possui qualquer opção de venda que obrigue a companhia a adquirir a Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU). A declaração foi feita em resposta a questionamentos do órgão regulador, conforme comunicado ao mercado nesta segunda-feira.
Esclarecimento oficial
No documento, a Ânima afirmou: “Não existe, nem nunca existiu, qualquer opção de venda outorgada à Farallon Capital (ou a qualquer veículo sob seu controle ou influência) que lhe obrigasse a adquirir parte ou a integralidade das cotas da FMU”. A empresa reiterou que a aquisição da FMU, anunciada na semana passada por R$ 410 milhões, foi motivada pelo “potencial estratégico e de geração de valor vislumbrados em relação a esse ativo”.
Reação do mercado
Desde o anúncio do negócio, em 14 de julho, as ações da Ânima acumulam queda significativa. Nesta segunda-feira, o papel fechou em baixa de 3,1%, cotado a R$ 2,18. No dia da divulgação da aquisição, a ação encerrou a R$ 2,87, o que representa uma desvalorização de aproximadamente 24% em poucos dias.
A queda reflete a desconfiança dos investidores quanto aos termos do negócio e à saúde financeira da companhia. A Ânima, no entanto, busca tranquilizar o mercado com o esclarecimento à CVM, negando qualquer obrigação contratual com a Farallon.



