O contrato futuro do minério de ferro com vencimento em setembro de 2026 registrou queda de 0,39% na bolsa de Dalian, na China, fechando a 798,5 iuanes por tonelada. O movimento foi influenciado por sinais de enfraquecimento da demanda chinesa e pelo aumento dos estoques do insumo nos portos do país.
Demanda chinesa em baixa pressiona preços
De acordo com analistas do setor, a redução na atividade industrial e na produção de aço na China tem gerado uma demanda menor por minério de ferro. Dados oficiais mostraram que a produção de aço bruto no país caiu 3,2% em junho em comparação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo 90,8 milhões de toneladas. Essa desaceleração reflete as medidas do governo chinês para conter a poluição e reequilibrar o setor siderúrgico.
Além disso, os estoques de minério de ferro nos portos chineses subiram para 145 milhões de toneladas na última semana, o maior nível desde maio de 2022. O aumento dos estoques indica que a oferta está superando a demanda, pressionando ainda mais os preços.
Impacto no mercado global e perspectivas
A queda no preço do minério de ferro afeta diretamente os países exportadores, como Brasil e Austrália. A Vale, maior produtora brasileira, viu suas ações recuarem 1,2% na B3 após o anúncio. Analistas do Credit Suisse afirmaram em relatório que "a tendência de curto prazo para o minério de ferro permanece negativa, com riscos de novas quedas caso a demanda chinesa não se recupere".
No entanto, alguns especialistas acreditam que a desaceleração pode ser temporária. O governo chinês anunciou recentemente novos estímulos econômicos para impulsionar a infraestrutura, o que poderia aumentar a demanda por aço e, consequentemente, por minério de ferro nos próximos meses.
Outras commodities metálicas também recuam
O movimento de baixa não se restringiu ao minério de ferro. O preço do aço laminado a quente caiu 1,1% na bolsa de Xangai, enquanto o coque metalúrgico teve queda de 0,8%. A pressão sobre as commodities metálicas reflete o cenário de incerteza quanto à recuperação econômica global e às políticas de restrição à produção na China.



