Ministro tenta atrair bancos para nova linha de crédito
Ministro tenta atrair bancos para linha de crédito

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reuniu-se nesta quinta-feira com presidentes de bancos públicos e privados para apresentar uma nova linha de crédito de R$ 50 bilhões destinada a micro e pequenas empresas. O encontro, realizado em Brasília, teve como objetivo atrair adesão das instituições financeiras para viabilizar a operação.

Detalhes da linha de crédito

A linha de crédito, batizada de Crédito Brasil, terá juros de 1,5% ao mês e prazo de pagamento de até 36 meses, com carência de seis meses. O governo federal aportará R$ 10 bilhões como garantia, e os bancos participantes entrarão com os R$ 40 bilhões restantes. Segundo o ministro, a medida visa socorrer pequenos negócios afetados pela pandemia e pela crise econômica.

Participação dos bancos

Entre os presentes estavam representantes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco Safra. Guedes destacou que a adesão dos bancos privados é fundamental para o sucesso da iniciativa. Até o momento, os bancos públicos já garantiram participação, mas os privados ainda avaliam as condições. O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, afirmou que a instituição está analisando a proposta e deve dar uma resposta em até duas semanas.

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Impacto esperado

A expectativa do governo é que a linha de crédito beneficie cerca de 1,5 milhão de micro e pequenas empresas em todo o país, gerando emprego e renda. Segundo dados do Sebrae, essas empresas representam 30% do PIB brasileiro e empregam mais da metade da mão de obra formal. O ministro ressaltou que a medida é emergencial e que o governo estuda novas ações para estimular a economia.

Próximos passos

Guedes informou que novas reuniões serão realizadas nas próximas semanas para detalhar a operacionalização do crédito. O governo também pretende lançar uma plataforma digital para facilitar a solicitação dos empréstimos pelas empresas. A expectativa é que os recursos comecem a ser liberados em até 60 dias após a adesão dos bancos.

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